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SOBRE

A música de Caetano Brasil retrata universos variados. Ao mesmo tempo, ela cria outros universos. A união de influências diferentes resulta numa sonoridade tão própria e cheia de personalidade que, possivelmente, a melhor forma de se referir ao trabalho do artista é dizer que ele é contemporâneo. A produção musical de Caetano parece olhar para o mundo na intenção de captar e representar a sonoridade desse mundo, sem se prender a fronteiras.

 

Os universos de Caetano são muitos. Do choro brasileiro ao impressionismo francês, do politonalismo de Villa-Lobos à improvisação do jazz, da música caribenha à judaica. Tamanha inventividade criativa ganha corpo na performance realizada em quarteto com Caetano Brasil no clarinete e saxofone, Guilherme Veroneze no piano, Adalberto Silva no contrabaixo e Gladston Vieira na bateria. E também nas formações artísticas em trio do Caetano Brasil & O Choro Livre (ao lado de Bia Nascimento no violão e Chico Cabral na percussão) e em duo do Caetano Brasil & Guilherme Veroneze.

 

A trajetória do artista vem sendo reconhecida nacionalmente com premiações do cenário instrumental do Brasil, a exemplo do Nabor Pires Camargo e BDMG Instrumental, ambos em 2019, e internacionalmente, com a indicação para o Grammy Latino 2020, na categoria Melhor Álbum Instrumental com Cartografias. 

 

Caetano também se multiplica. De compositor à clarinetista, passando por diretor musical, saxofonista e arranjador, de professor a defensor da valorização da música e, especialmente, do choro. Caetano Brasil é um artista tão contemporâneo quanto à música que produz.

Trajetória Artística

Os 10 anos dedicados à música instrumental contemporânea e ao choro brasileiro foram comemorados em 2020 com a indicação para o Grammy Latino. No ano anterior, Caetano foi premiado em 1º lugar no XVIII Prêmio Nabor Pires Camargo Instrumentista (Indaiatuba/SP) e também como “Melhor Instrumentista” do XIX Prêmio BDMG Instrumental (Belo Horizonte/MG).

 

Ainda em 2019, ele foi homenageado em Juiz de Fora, sua cidade natal, com a Medalha Geraldo Pereira, concedida pela Câmara Municipal, como reconhecimento pelo seu trabalho de produção, difusão e engrandecimento de manifestações artístico-culturais na cidade e região.

 

O artista possui três álbuns lançados: o Caetano Brasil, de 2015, produzido com recursos do Programa Municipal Murilo Mendes (Lei de Incentivo à Cultura de Juiz de Fora/MG); o Cartografias, produção indepentende de 2019, e, o mais recente, Pixinverso – infinito Pixinguinha, um álbum que reverencia a obra de Pixinguinha, com arranjos próprios.

 

A trajetória reúne a realização de iniciativas artísticas como o projeto cultural O mundo do choro contemporâneo em Fortaleza e Juazeiro do Norte, patrocinado pelo Banco do Nordeste em 2017; a participação em diversos festivais como o Vi Jazz (Itabira/MG); o Fartura Gastronomia (Tiradentes/MG), o Festival de Inverno de São João Del-Rei (MG), o Arte Boa Praça em Miraí (MG); além de performances em importantes palcos brasileiros como no Cine Theatro Central em Juiz de Fora e no teatro da Bituca – Universidade de Música Popular, Barbacena/MG.

Experiência Profissional

Caetano Brasil expande a sua experiência profissional, atuando como diretor musical e como instrumentista. Na direção, alguns destaques são: o EP Água de Nascente do Duo Nascente (com previsão de lançamento para junho de 2022), o álbum de 2019 Chora, Princesa – um painel do choro contemporâneo de Juiz de Fora, dirigido e co-idealizado por ele, e o álbum Mantiqueira de 2016 do cantor e compositor Cacaudio.

 

Como instrumentista, ele participa de espetáculos teatrais do Grupo Ponto de Partida com destaque para Ser Minas, Tão Gerais (2014 e 2015) com participação de Meninos de Araçuaí e Milton Nascimento; Mineiramente (2014 e 2016), Roda que rola (2017) e Presente de vô (2013 a 2017), os dois últimos também com a participação de Meninos de Araçuaí. Desde 2016, ele integra a banda do cantor e compositor Emmerson Nogueira, com a qual excursiona pelo Brasil.

Ensino
de Música

É com o entusiasmo de quem acredita na importância do choro para a cultura brasileira que Caetano também se destaca atuando no ensino e na democratização desta linguagem musical. Ele é o idealizador e coordenador do Projeto Mão na Roda, uma roda de choro didática que aconteceu semanalmente em Juiz de Fora de 2017 a 2019, reunindo musicistas profissionais, estudantes e entuasiastas da música.

 

Nos últimos anos, ele ministrou aulas, cursos livres, palestras e oficinas sobre variadas temáticas envolvendo o gênero como a aula O clarinete no choro na programação do Fimuca (Festival Internacional de Música em Casa) em 2020 e a realização do minicurso O choro: sua história e evolução, financiado pelo BDMG Cultural, também em 2020. Além disso, desde 2020, ele desenvolve o curso livre Improvisação, harmonia e contraponto na linguagem do choro com turmas semestrais. 

Caetano possui uma presença online dinâmica criando conteúdos artísticos e educativos para os seus canais no Instagram e no Youtube, com destaque para as webséries Conversa de Improviso e Chorando a sós e o podcast Compasso binário.